quarta-feira, 21 de junho de 2017

Um minuto de silêncio



Senti NOJO ao ler nas notícias que existiram casas abandonadas após o incêndio em Pedrogão que foram assaltadas

Nojo de quem se aproveita de momentos destes para roubar. Nojo de quem é proprietário e para diminuir os prejuízos alega furto de objectos valiosos assegurados contra furto ou incêndio. Nojo de quem entra nas casas dos outros com intenção de se "ajudar" de água ou medicamentos e «ajuda-se» mais do que devia...


Orgulho dos que salvam vidas.

Alegadamente a trovoada surgiu 2 horas depois do incêndio. O que é muito natural de acontecer. Mais um com origem CRIMINOSA?? Nada surpreendente... Estas pessoas assassinas deviam provar do próprio remédio.


A noção de que somos todos irmãos


É na tragédia que se percebe o quanto o mundo é pequeno.´

A morte de tantos inocentes no incêndio em Pedrogão sensibilizou de imediato o país inteiro e os portugueses a viver no estrangeiro. 

Saiu um apelo nas redes sociais por informações de famílias desaparecidas. 

É uma tragédia que nos afeta a todos. 
Se pensamos que alguém que não conhecemos diretamente não nos é nada, estamos enganados. Vim a descobrir, por intermédio da quantidade de pessoas surpreendidas, que tantos que conhecemos isoladamente conhecem direto ou indiretamente um teu familiar. Todos interagimos uns com os outros. Efeito borboleta...

A morte trágica que está a abalar familiares meus, que tem a mesma ressonância em tantas outras famílias, serviu para perceber o quanto eram amados por colegas, amigos, família. Serviu para saber que a prima da cunhada conhecia a mãe da vítima... E que a ex-colega do emprego tem um irmão que trabalhava e convivia com a outra vítima... Serviu para saber que as empresas onde trabalhavam ofereceram ajuda, serviu para entender que nos unimos em momentos como este. 

O mundo é assim: tão pequeno.
Todos se conhecem... 
E no entanto, estamos sempre tão sós...

terça-feira, 20 de junho de 2017

O incêndio em Pedrogão é o SOS da mudança

Foram decretados 3 dias de luto Nacional pelas vítimas do incêndio em Pedrogão.




Quando soube do sucedido senti-me abalada e subitamente invadida por uma tristeza de criar lágrimas. Ponderei sobre este tipo de sensibilidade. Com tantas tragédias a acontecer por este mundo fora, sem dúvida que lamentamos todas, mas sentir profundamente só poucas. 

Qual a diferença?
O sentir-mos que estão perto ou terem acontecido com pessoas ou locais que se conhecem bem. São esses os instantes em que o ser humano se centra no que realmente é importante.

Ontem podia ter tido queixas da vida sobre algumas coisinhas singulares....
A tosse que não me passa (voltou), o fato desta incomodar o indivíduo cá de casa durante a noite e eu estar agora acordada porque é a única forma que tenho de não tossir tanto (mas preciso descansar)... Contudo, quando ele veio ter comigo, disfarçadamente, dizendo que eu devia tomar um xarope porque tossi muito alto durante a noite... nada disso me incomodou.

O que é a minha persistente tosse seca e seus surtos diante da tosse sufocante daqueles que padeceram no incêndio? Nem se pode comparar as origens.

Hoje fiquei a saber que uns familiares estão entre as 64 vítimas do incêndio em Pedrogão. Faleceram na apelidada «estrada da morte». Essa consciência de que alguém que conheceste, que viste crescer a certa altura da vida, que partilha avós, tios, sobrinhos, primos contigo faleceu dessa maneira, a morte de crianças, tudo isto obriga-te a por a vida em perspectiva. 

Sabe-se que a inalação por fogo é a principal causa de morte em incêndios. E eu só espero que o final deles tenha sido... Meu Deus! Como posso sequer imaginar? O desespero? O saber-se encurralado e o ver com os próprios olhos enormes paredes de chamas em todas as direcções? O calor??

Quem já esteve perto de um pequeno fogo, ou a quilómetros de distância de incêndios, sabe o quanto se sente intensamente o bafo, o ardor. E isto em reduzidas ou distantes proporções! Estar num...   

Incêndio que deflagrou no sábado, 17 de Junho
Em Pedrogão Grande, distrito de Leiria


É tão importante a PREVENÇÃO!!
Espero que seja DESTA que algo mude no sentido de IMPEDIR que a população esteja totalmente vulnerável diante das chamas. Tem de existir um momento na nossa história de incêndios florestais que será apontado como o «momento de mudança» e, espero sinceramente, que seja este. Afinal, este também é de origem diferente. E se a NATUREZA nos está a explicar tão claramente o que acontece, é bom que prestemos atenção ao que ela nos diz. Porque geralmente, ela avisa primeiro com um bom exemplo e depois... aplica outro devastador!

Então espero que aprendemos de vez que é VITAL incluir na nossa rotina conhecimentos de SOBREVIVÊNCIA em caso de catástrofes. Sejam elas naturais ou não.

Quantos de nós tem um extintor em casa?
Uma máscara para a não inalação de gazes tóxicos?
Sequer uma manta anti-fogo?

Falo por mim: não tenho nenhum.
Mas sempre quis ter. 

Quis ter mas nós damos tão pouca importância a estas coisas que podem fazer a diferença entre a VIDA ou a MORTE que reparei que ainda é muito difícil encontrar informação, aceder e ter disponíveis utensílios de prevenção.

Se eu for à farmácia pedir um KIT de primeiros-socorros, dão-me um estojo com gazes, adesivos, uma tesoura, desinfectante... enfim. Um Kit para estancar pequenas hemorragias e desinfectar feridas.

Mas e se eu quiser um KIT anti-incêndios?
Anti-inundações?


Faz muitos anos que sou da opinião que todos devíamos ter em casa este género de equipamento. Mas nunca consegui encontrar informação de como o obter nem de onde o encontrar. Nos dias de hoje, em que se constroem infraestruturas gigantes em betão (lembrem-se do poder mortífero da poeira lançada pela derrocada das torres Gémeas em Nova Iorque), agora que se faz terrorismo químico, é ainda mais importante saber como funcionam e ter equipamentos apropriados que nos podem salvar a vida. 

Estamos entregues a nós mesmos. Vulneráveis a 100%.


sábado, 17 de junho de 2017

Sabem quantos graus por aqui?


Quando saí do emprego às 17h, entrei no autocarro com intenções de seguir para casa. Mas em segundos soube que ia era ao centro comercial. É que no autocarro estavam 42º centígrados e sabia que no centro comercial ia sentir uma brisa refrescante de ar condicionado!

 Enquanto que o autocarro... Bom, falamos muito mal dos nossos de Lisboa mas deixem-me dizer que por cá são super descarados. Enquanto os nossos, muito de vez em quando, lá têm o ar condicionado de facto a funcionar, por cá reparei de imediato que, podem-se apanhar 20 por dia, NENHUM terá ar fresco. É tudo faz-de-conta.


No inverno sabem ter o termostato bem quentinho. Mas não estão NADA preparados para os dias de verão. Entretanto, já vi lagostas. Não sei como mas, com apenas um ou dois dias de sol, já vi um casal de brancos que viraram vermelhos. 



Pelo sim pelo não, aproveitei a ida ao centro comercial para comprar algo que já me apetecia em Dezembro: Gelado? Não: protector solar. Fator 50 e tudo o mais que tiver. Eu é que não vou ficar lagosta!!

Este calor de bafo do Inferno faz-me lembrar a praia...


E como estava com fome fez-me lembrar as sandes de ovo mechido...


Como caem bem quando está calor!!
Saídas da arca frigorífica então... com uma folha de alface. Ai, que delícia!!

Quando penso que a maioria das pessoas associa a bola de berlim a tais prazeres, enjoo. 

Só de imaginar aquele creme de ovo que, em qualquer outro lugar, adoro, sob o calor da praia... E a sede que sempre me deu praticamente à primeira dentada naquela massa seca da bola de berlim... ou aquela súbita sensação de doce em excesso do açucarado creme... Blhac! Minha rica sandoca de ovinho mexido fresquinho com a folhinha de alface crocante!!



Mas pronto... Gostos são gostos. 
Enquanto isso, a ver se não me esqueço de começar a aplicar o protetor solar. É que eu compro estas coisas e até gostaria de as usar. Mas não crio o hábito... Agora tem de ser, porque a pele é de veludo a querer ganhar rugas e a tolerância a este bafo dos infernos nunca foi coisa que me aprazasse. 

Sempre um protetor solar, ahahah! 


quarta-feira, 14 de junho de 2017

Arre, que não aguento!


E como não tenho com quem desabafar, vou fazê-lo aqui.

A injustiça é algo que me altera o sistema nervoso. Aguento-a bem por um tempo, quando dirigida a mim. Mas quando esta se estende por longos períodos de tempo perturba-me bastante. Estou em ponto de ebulição.

Acabei de regressar da reunião mensal que a empresa faz com a equipa. Defendi uma colega que se identificou como sendo a apontada por um cliente numa crítica negativa. As críticas dos clientes são deixadas no site da empresa ou, o mais comum, deixadas no tripadvisor. E ela logo se identificou como a pessoa visada numa crítica negativa, mas que gostava de se explicar em privado. Eu, feita «parvinha», ainda a defendi, dizendo que a crítica não apontava nomes e que as críticas devem ser tomadas como parte de um todo da equipa. 

Pelo menos é o que eu acho. TRABALHAR como uma equipa significa que uns se ajudam aos outros e tudo é dividido e repartido entre todos. 

No final da reunião, esta «loura» -- como foi referida na crítica, começa a dizer que, se temos problemas com as pessoas, deviamos dizer-lhes na cara e não por detrás. Diz também que deviamos trabalhar todos em equipa e quando um termina o trabalho devia ajudar os restantes. Mas no finalzinho mesmo, ela diz que uma vez já tinha terminado o trabalho dela e a outra colega também (considerado mais demorado) e a «pessoa que estava a fazer o reposicionamento de stock» ainda não tinha terminado. 

Ora, nesse momento, eu soube que ela muito provavelmente estava a falar de mim. O que foi feito do «dizer as coisas na cara das pessoas?». Logo ali já não gostei da atitude. Ela ainda, para reforçar, pediu à outra colega que confirmasse que o facto de facto aconteceu. A outra acenou com a cabeça.

Eu saí daquela reunião tão perturbada!!
O final da mesma foi ela, aliada ao meu bully pessoal, a fazer insinuações sobre mim.
Até me disse que eu «desaparecia e não avisava ninguém quando ia ao WC», o que é uma mentira muito injusta. Só uma vez, já no final do meu trabalho todo feito, quando já não havia clientes e estavamos de portas fechadas, estava eu a ajudar os outros com as suas tarefas quando o bully chama uma colega à parte e manda-a vigiar o que eu estou a fazer - é que eu, para não estourar, e consciente de que não tinha ido ao WC o dia todo (por causa da presença dele) fui sem dizer nada. UMA ÚNICA VEZ!! Sempre me disseram ali que não é preciso pedir autorização e no final do turno, com tudo feito e ele ainda a me massacrar a cabeça... por amor de deus!

Fazem da excepção a regra e isso para mim é uma injustiça que não suporto. Mais ainda porque isso foi há 3 meses e ainda serve como desculpa... Quando todos os dias estou ali à espera que a clientela diminua para poder ir fazer xixi... Ou espero terminar todo o trabalho e ter tudo atinado para pedir autorização para ir fazer xixi...

Não sou criança para pedir, mas peço. Aviso. Trabalho em equipa. Sei que sim. E trabalho muito bem. Sempre pronta a ajudar os outros. Não os acuso de fazer um mau trabalho, não os persigo, não lhes aponto os erros - que por vezes até são frequentes. Pelo menos com estes que gostam de criticar os outros. São os que mais erros cometem.

Ainda há dois dias, o meu "bully" atendeu um cliente. Eu atendia os meus. Nisto reparo num senhor com ar perdido, à espera junto ao balcão e pergunto-lhe se quer pedir alguma coisa. Ele diz-me que já pediu, que estava à espera de um café e e um chá. Perguntei-lhe quem o atendeu... rezando para que não me indicasse o «chefe-bully». Mas ele indicou-me o chefe-bully.... Como rezei com os meus anjinhos que a coisa corresse bem...  Bem que tentei não ter de o abordar. Fui buscar os tickets que saem da máquina com os pedidos afetuados. Dos CINCO papéis que tinha na mão, que tinham um tempo de registo da última meia-hora, haviam capuccinos, lattes, cafés de filtro.... mas nenhum com chá e café. Ora, não sabia se o cliente havia pago ou não. Tive de falar com o Bully e muito educadamente, chamei-o pelo nome e disse:
-"Este senhor diz que pediu um café e um chá".
_"Ah! Desculpe senhor! Peço desculpa! E ninguém lhe serviu o chá? Peço imensas desculpas senhor!" - diz ele com ar de censura e crítica. Até faz aqueles sons de reprovação. 
Vira-se para mim e diz-me:
-"É suposto alguém estar aqui a servir os cafés e chás! Desculpe senhor..." - repete ele, não a pedir desculpas porque se esqueceu e cometeu um erro, mas a acusar-me a mim de ser responsável pelo mesmo!!

E é isto que ele faz, sempre. Erra muito. Mas os erros são dos outros. 
Eu fiquei marcada com o que aconteceu com ele. Por ele se recusar a me ouvir e nem me deixar falar, eu às tantas gritei. E isso aqui é muito mal visto. Ainda por cima ele é o meu superior e, apesar de incompetente e incapaz de suportar o peso do cargo, fica mal um subordinado não «respeitar» o superior. Partiram do pressuposto que as suas implicâncias eram «tentativas de ajuda mal interpretadas» por minha parte. Tentativas de ajudar. Mas eu posso garantir: o tipo nunca me prestou NENHUM tipo de de ajuda. Nunca me esclareceu um palito!

Ao contrário: quando lhe pedia ajuda mostrava má vontade, atrapalhação ou apenas me respondia (quando respondia): já devias saber isso! E não ajudava em nada.

Depois fiquei a saber que ele derrubou uns pratos e acusou a rapariga que os segurava de ser a responsável. Quando me foram avisar ao bar que a cozinha estava cheia de pratos para serem entregues nas mesas e ninguém os estava a levar, eu fui a correr ajudar. Ele chega e num tom chateado, já a meter as mãos à cabeça, diz:
-"Só eu é que levo os pratos!".
Eu pousei o prato que já tinha na mão e deixei tudo lá...

Ele que dê os próprios exemplos e espero que um dia alguém faça alguma coisa. Porque é impossível não repararem! Todos sabem, até os seus superiores. Ninguém faz nada. Assim não dá. Enquanto isso eu vivo os dias de trabalho com extra stress porque tenho de dividir metade com ele... E pelos vistos, com os seus "soldados"!

Não mereço.
Vou começar a procurar outra coisa que eu não vim para aqui trabalhar no duro, sabendo que faço um trabalho de qualidade, para ser tratada como lixo. 
 

Novidades até as há... hoje é dia 13!


Talvez por ser dia 13, deu-se um «milagre» com um mês de atraso (estas coisas demoram a atravessar o oceano e a chegar ao Reino Unido). A mais recente inquilina limpou a casa.

Saí para fazer compras e demorei pouco mais de uma hora. Quando cheguei a casa tinha sido aspirada, o chão lavado com lixívia... Fiquei impressionada. Não sei se a limpeza da retrete chegou a ser bem feita - pode ser que aquela marca avermelhada seja da madeira - só descobrirei quando for eu a limpar eheh. Mas queria só partilhar isto.

Geralmente demoro 3h ou até 4h a limpar a casa... Mas sempre ouvi dizer que era lenta nestas coisas! Kkkkk. Não me pareceu que tenha ficado mal feito. Só de ter o chão aspirado e lavado, já é bom. E ter percebido que ela vai cumprir estas regras de viver na mesma casa já me satisfaz. Era só o que precisava descobrir.

E como um milagre nunca vem só - hoje também depositou dinheiro para pagar as contas!

Ou melhor, todos nós pagamos, hoje, a quantia habitual para as despesas de electricidade e gás. Foram precisos uns 5 dias de avisos... "Olha que só resta 5 libras... Olha, só temos 1 libra....". Mas hoje foi o dia. Embora o rapaz não tenha, como tinha se comprometido a fazer, me mostrado como se faz o top-up (carregamento), não me importei. Nem sei porquê, mas já o esperava da parte dele. Disse que sim e 10 minutos depois saiu com o dinheiro para fazer o carregamento sem me dizer cavaco.

Mas NÃO FEZ MAL.

E agora é um ARRAIAL de luz acesa... fornos elétricos ligados no máximo, televisão da sala, máquina de lavar que hoje trabalhou 3 vezes... Nada comparado aos gestos mais poupadinhos dos últimos dias.


Resta saber qual foi o terceiro milagre....
ADORARIA que fosse o chegar amanhã ao emprego e não mais lá ter como colega um tipo que não sabe trabalhar com ninguém!

(mas se não for esse, então que seja ter o primeiro prémio do euromilhões na carteira sem saber, ehehe!) 

segunda-feira, 12 de junho de 2017

O que os ingleses julgam de RUDE

Hoje um «chefe», meio a brincar - depois a sério, disse-me que eu fui rude por lhe ter apontado o dedo.

- Rude?!??!! - Repeti eu em espanto.
- Sim, apontar o dedo é rude.
- Não. Apontar não é rude.
- É considerado rude sim.
- OK...  

Este é um dos exemplos que posso dar para falar de uns comportamentos comuns que avisto por aqui que me têm estado a apoquentar. E acho que posso classificar todos eles nessa categoria hoje injustamente rotulada ao meu dedo: RUDEZA.

Mas primeiro quero descrever a circunstância em que «lhe apontei o dedo». Foi-me dito que precisava anotar numa folha as horas de trabalho porque (mais uma vez) a máquina que «pica o ponto» deixou de funcionar. Euzinha, sempre tão responsável, sempre preocupada e a tentar fazer o que é certo e o que me é pedido, pega na folha, numa caneta e trata de começar a escrever a hora de saída. Nisto vejo o «chefe» passar apressadamente à frente do balcão e vou para o chamar. Levanto o braço onde estou a segurar a caneta e levanto o meu dedo indicador ligeiramente - como as crianças fazem na sala de aulas da escola - onde são ensinadas que é da boa educação pedir a vez para falar, ora levantando o braço e abrindo a mão, ora pedindo "licença" como quem estica o dedo indicador para chamar um táxi ou para chamar o empregado de mesa.

Foi só isso. Na verdade, o gesto nem chegou a se finalizar. Só tive tempo de erguer o braço e o dedo no ar e de abrir a boca, porque não me lembrava do nome do chefe.

Mas se apontar o dedo é rude por estas terras, Ok...
Fiquemos com exemplos de pessoas rudes.










Sinto uma certa Dó por esta gente...
Parece que estão a querer ser «politicamente correctos» com tudo, acabando por remover as emoções boas das coisas, o calor humano dos gestos. Estão estilizados. Julgam-se livres mas estão socialmente reprimidos. E o que é pior: pegam em algo puro e inocente e conotam-lhe pecado - sinto dó deles.

São vários os exemplos que verifico no dia-a-dia que encaixam neste conceito.

Acho que apontar e agitar o dedo em riste durante uma discussão pode ser considerado rude. Pode até ser um prelúdio de violência. Mas à que distinguir as coisas!


Podem-se apontar dedos bons e dedos maus. E aqui não fazem isso. No UK um dedo apontado é um dedo apontado. Nem chega a ser "feio", como nós em Portugal ensinamos: «não apontes o dedo que é feio». Aqui é logo rude e dá à outra pessoa um argumento socialmente aceite de ter sido vítima de um gesto inadequado.

Em portugal é apenas feio. Apontar o dedo para indicar uma direcção ou a alguém é algo que se deve evitar. Mas isto de censurar um dedo apontado, é, a meu ver, uma regra arcaica, que suspeito ter tido origem na aristocracia e burguesia que se queria diferenciar socialmente dos pobres e lá estipulou como sinal de estatuto o dedo apontado. Porque os pobres e analfabetos tinham de comunicar por gestos para se fazerem entender. Eram os que usavam os punhos por não saberem resolver as suas diferenças só pelo poder da argumentação. Já os magistrados, os nobres, esses sabiam línguas, tinham muitas regras sociais a cumprir... a comunicação tinha que seguir protocolos verbais. Isso é que ficava bem.

É cómico, ridículo e até repulsivo que hoje se diga que a rudeza parte de quem aponta e não de quem o estipulou por razões tão infelizes.

sábado, 10 de junho de 2017


DÚVIDA

O que é que acham de homens com sapatos pontiagudos?




Será que estão a compensar algo relacionado com o tamanho??