quarta-feira, 23 de maio de 2018

segunda-feira, 21 de maio de 2018

Pensamento da noite


Entre tantas fotografias e vídeos...



Humor para que serves? Para tudo!


Também achei muita piada a isto. 
A interpretação, o humor, o texto... ahaha



Foi-se o festival, foi-se o casamento real e nada de eu dar notícias.

É bom sinal.
A vida corre pelos trilhos, trabalho, rotina. Nada de muito perturbador a viola.



Eurofestival
Agora sem os três Fs, o «milagre» não se repetiu. Portugal nem sequer saiu bem qualificado no Festival da Eurovisão. Mas ainda bem. Tendo em consideração as amostras de canções que foram lá parar e depressa ganharam a preferência de muitos, fico contente que a nossa tenha se distanciado, em votos, dessas mesmas.

Voltou a rotina de ficar entre os primeiros dos últimos. O que deve agradar mais que tudo aos organizadores. Realizar um espetáculo desta envergadura dá despesa e não lucro. Sem a ESC (Eurovision Song Contest) por trás, seria impossível. Valeu a contribuição do Turismo de Portugal, que soube ordenhar a vaca da eurovisão para mais tarde usar o leite para fazer manteiga, pudins e afins.

 A Portugal cabia apenas e somente a tarefa de ser o afitrião. Como concorrente já estava desqualificado pelo público por esse mesmo motivo. Mas eu gostei "do jardim" e da intérprete da canção. Adorei o pormenor da música começar sem uma intro, ainda por cima porque a presença de uma introdução longa foi a peculiaridade destacada em "Amar pelos Dois" - a canção com a introdução mais longa da ESC.

A melodia é original, não soa a nada que se tenha escutado antes. Nem se apresenta de forma familiar ou similar à de Salvador. Consegue ter o seu próprio perfume.




De todas as canções que escutei deste festival, dou por mim a cantarolar a portuguesa e a do puto da mochila e do camelo.  


terça-feira, 8 de maio de 2018

Eurofestival apuramento das canções - agradam ou desagradam?


Após espreitar as canções apuradas para a final da Eurovisão, posso dizer que excluo de imediato a Croácia, Bulgária, Estonia.

A Bielarusia também. A música até tem partes giras mas o artista não a segura. Principalmente no início. Tem voz grossa mas quando tem de cantar num tom mais baixo nota-se que não tem boa voz. Pena.

Epá, não gosta da música de Israel. Nem do aparato e da intérprete. Vi outras coisas delas e percebi que só faz o que apresentou. E não acho mesmo nada de especial. É até irritante. A todos os níveis.



A Lituânia tem o que falta à Biellarusia: uma intérprete com mais capacidade vocal. A melodia é como a Portuguesa: não vai muito longe e aposta na emoção, na mensagem e na interpretação. A nossa é melhor.

No meio disto tudo a República Checa com o seu Justin Bieber acaba por soar mais agradável do que supus.
A da Irlanda também é bonita.


A da filândia é pastilha elástica. Música eletrónica de batuque sem nada de novo ou especial, com uma interpretação nada de especial e uma staging horrível e exagerado.


A da Austria não é nada de especial, no meu entender. Faltam coisas e a voz dele não é grande coisa. Nas partes mais lentas nota-se falta de potência e melodia. E o staging é estranho e desnecessário. Faz lembrar Gospel mas não tem NADA de nada... é só um tipo a gritar com um coro de Oh, ohs. E o mais estranho é que ele surge numa plataforma super elevada e o coro são silhuetas que ficam debaixo desse palco. A meio da canção o palco desce ao nível do chão e o cantor põe-se a tentar dançar e andar e cantar ao mesmo tempo. A impressão que dá é que o coro foi ESMAGADO pelo palco, ahahah. Ele simplesmente remove-se do palco mas continua a soar. Muuuuioto mal feito.



Gosto da Albânia. Da interpretação e da voz. A melodia em si não me prende mas reconheço muita riqueza, variedade na composição, diversidade, nesta canção muito mais do que em qualquer outra apresentada. De todos, é de longe o intérprete que mostra possuir um MAIOR ALCANCE VOCAL.
O que ele nos dá com a sua voz é fantástico.


Eu teria colocado nos escolhidos a Bélgica por, comparada a outras, achar superior e por uma questão de que a intérprete não começa bem mas depois dá um bom desenvolvimento (embora em palco seja muito morta quando em comparação com o videoclip e a gravação em estúdio).

Mas as escolhidas foram:

  • Austria: Nobody But You by Cesár Sampson
  • Estonia: La Forza by Elina Nechayeva
  • Cyprus: Fuego by Eleni Foureira
  • Lithuania: When We’re Old by Ieva Zasimauskaitė
  • Israel: TOY by Netta
  • Czech Republic: Lie To Me by Mikolas Josef
  • Bulgaria: Bones by EQUINOX
  • Albania: Mall by Eugent Bushpepa
  • Filândia: Monsters by Saara Aalto
  • Finland: Ireland: Together by Ryan O'Shaughnessy

A juntar-se a estas estarão as canções de Portugal e os GRANDE CINCO: Alemanhã, Espanha, França, Inglaterra e Itália. 

Portugal é automaticamente apurado por ser o afitrião e os outros "pagaram" mais e por isso, têm direito perpétuo (enquanto contribuirem mais) a ir diretamente para a final. 










domingo, 6 de maio de 2018

Coisas da natureza


Está um dia bonito.
Algures à distância escuto o som de sinos de torre de igreja, que muito me apraz.
Os pássaros cantam, o céu está azul, o dia radioso, o verde das árvores que povoam a minha janela repladesce devido ao sol. 

E contudo, o meu sub consciente ainda está naquele sitio onde muitas vezes vai e onde gostava que deixasse de ir. Mas é diferente. Sinto desde ontem o "sinal" de que está para aparecer a menstruaçao. Acho incrível, fico secretamente a pensar, como pode uma coisa dessas afectar o estado de espírito. Não é visível, mas está lá. É como uma nuvem invisível.

Mas como disse, é diferente. Não é nada que te faça olhar o dia com maus olhos. Aprecia-se o sol na mesma, o céu azul, o ar fresco da manhã, os pássaros cantantes. Viver é bonito e a vida é bela. Paz...Mas... algo continua triste.

É a natureza.
Pura.


quinta-feira, 3 de maio de 2018

Eutanásia humana


Um cientista australiano solicitou o direito à morte assistida.
Com 104 anos, David Goodall que se manteve extremamente activo durante a sua vida, diz que lamenta muito ter chegado até a sua idade.


Quando me dizem que queriam viver até os 100 anos, respondo sempre "Eu não!".
Espantados, os outros dizem-me que querem viver muito tempo e, se pudessem, viviam para sempre. Ao que lhes respondo: "Se pudesse chegar até lá como estou agora, tudo bem mas como não é isso que vai acontecer....80, 70 é o suficiente.".

Sempre tive na ideia que, naturalmente, se morre lá pelos 80. E não me desagrada - nesta altura da minha vida e até este instante- essa eventualidade. Mesmo mais cedo, não me desagrada. Agora o que irei sentir quando lá chegar, será a realidade que, presentemente, só posso intuir. A morte não me assusta o que me entristece é o sofrimento em vida. A solidão, a doença prolongada, a falta de mobilidade, a dependência de terceiros até para as necessidades básicas. Essa condição natural de quase todo o  envelhecimento que proguide até a total degradação física e psicológica. Não quero que o destino me reserve uma existência onde «morro» viva.

E viver até os 100 anos ou mais será, certamente, estar sujeito/a a tal realidade.

A luz de David Goodall está calendarizada para se apagar no dia 10, em Basileia, na Suiça, onde a morte assistida é legal. Acho que uma pessoa lúcida e consciente tem o direito de  decidir isso. Respeito a sua decisão. 



terça-feira, 1 de maio de 2018

Olá. Posso ajudar?


O meu trabalho consiste em informar turistas sobre viagens, transportes, pontos de turismo, hoteis, etc.

Muitas vezes alguém apressado aproxima-se e antes de parar já está a «arrancar» e a querer a resposta à pergunta que lançou ao ar. São os apressados. Os que percebem que têm de estar em algum lugar depressa e se vêm com pouco tempo. Uns correm que nem baratas tontas de um lado para o outro. Ao avistá-los, ofereço ajuda mas estão com demasiada pressa e por isso fingim não ouvir e seguem caminho. Julgam que disponibilizar tempo para me ouvir é... perda de tempo. 

Mas sabem o que descobri?
Ganha-se tempo. Na realidade, pode-se até ganhar bastante tempo se se parar para pedir informações. Basta aguardar apenas cinco segundos que podem fazer a diferença. Dar cinco segundos, meio minuto, para que a informação possa ser emitida e assimilada não é perder tempo. É recuperá-lo. 

Na pressa o que vejo são pessoas que, mesmo recebendo direcções exatas, vão enfiar-se nos lugares errados. Mas as que considero piores são aquelas pessoas a quem perguntas se podes ajudar e elas ficam paradas a fingir que não te ouviram. 

Ignoram-te. Isso para mim é de tão má educação.

Por vezes não volto a oferecer. E vejo-as ali, a tentar descobrir por elas mesmas para onde se devem dirigir, quando, em três segundos, já o saberiam e já estavam a meio caminho. Diria que em 90% desses casos, passados uns 5 a 10 minutos todos regressam mais perdidos, a querer ser orientados. As mais inteligentes perdem esse tempo e seguem contentes e agradecidas, conscientes que já economizaram uns bons minutos de stress e de pesquisa. Até caminham mais tranquilamente, porque sabem para onde vão. Os que não sabem, caminham apressadamente, hesitantemente, sempre com a cabeça levantada e o pescoço em todas as direcções, em busca de informações visuais, sinais, nomes, setas...

E perdem tempo. Os apressados interpretam muita informação mal. Agora que o verão está cada vez mais à porta, já dá para notar as consequências. Ao invés de pessoas geralmente sempre bem dispostas, já aparecem com frequência os viajantes irritados, mal dispostos e mal educados. Mais uma vez, aqueles que não se precaveram, não sairam de casa antecipadamente para fazer uma viagem, para comprar um bilhete, e chegam cheios de pressa e a refilar com todos que, naquele preciso dia, "meteram-se" no seu caminho.


Hoje atendi uma mulher que chegou já a avançar, sem parar e a refilar. A duvidar das indicações que lhe dei a respeito do local onde tinha de se dirigir. Então ofereci-me para a conduzir até lá. Pelo caminho conversei um pouco, tentando que descontraísse. Estava atrasada por culpa dela mas, claro, responsabilizou todas as outras pessoas menos a si mesma. Vai que a conduzo até um determinado sítio e  aí mesmo já tenho outra pessoa a querer apresentar-me uma questão. Ao perceber isso, a mulher a quem não tinha obrigação nenhuma de conduzir até o local, respondeu à outra, após esta dizer que pretendia colocar-me uma questão.

-"Boa sorte".

Como quem diz que não a ajudei de todo. Ora a lata! Da próxima vez leva com o tipo de atendimento que os meus colegas fazem: seco, repetem o comando e no máximo apontam na direcção a seguir. Há pessoas que não sabem ser gratas ou reconhecer gestos de ajuda que não está na minha obrigação oferecer. Confundem-me com a pessoa que trabalha para certas companhias e por isso julgam que as sei informar sobre procedimentos específicos dessas companhias. Ora, não é por limpar um restaurante que sei dizer como é que na cozinha cozem os ovos! 

Hoje, por ter pouco movimento em certas alturas, prestei-me a esses favores. E, pela primeira vez, fui ajudar umas pessoas a fazer uma operação naquelas máquinas automáticas. Nunca tinha usado uma mas, como trabalho nas proximidades, pensam que sei tudo e tenho obrigação de saber.

Ontem um casal teimou comigo que a direcçao que lhes dei não estava certa e exigiam falar com outra pessoa que "soubesse". Ainda por cima tinham cortado a vez a outra pessoa que chegou primeiro com uma pergunta. Respondi-lhes porque era uma resposta direta e podiam seguir caminho. Mas o agradecimento veio em forma de desconfiança e ameaça. O cliente que chegou primeiro foi simpático e nao se chateou. Pedi-lhe desculpas e os outros, já que não estavam satisfeitos com as minhas direcções, ficaram ali recusando-se mexer-se do lugar, porque estavam "cansados de correr de um lado para o outro" e queriam alguém que "soubesse" onde ficava um certo hotel.

Pois respondi-lhes que ia ver. Acabei de atender o cliente e segui pelo caminho que lhes indiquei. Direta ao hotel, apenas a 20 metros de distância. Quando dei por mim vinham atrás, certamente já a perceber o erro cometido. Quando se cruzaram comigo, lá disseram:

-"Ah, é aqui. Lembravamos que era uma zona assim e não a vimos. Obrigado".

Fizeram figuras de ursos, como se costuma dizer.

Gradualmente este tipo de pessoas está a aumentar...

Mas entre elas, resta-me as genuinamente simpáticas e as que irradiam um contentamento genuino cada vez que são ajudadas e sentem que as suas preocupações deixaram de existir.

E essas, são muitas.